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Travessias, Expedições e Vivências no Espinhaço
11.03.22
Roger Pixixo

Travessias, Expedições e Vivências no Espinhaço

A Ecopix vivencia a Serra do Espinhaço em diversos roteiros explorando o máximo de toda a sua beleza e sobretudo o seu povo em experências completas e imersivas com contato próximo onde saborear toda as histórias e lendas dessa região diretamente com seus nativos faz com que essa experiência seja a mais rica e inesquecível possível.

Mas você conhece a Serra do Espinhaço? Então vamos falar um pouco sobre ela.


SERRA DO ESPINHAÇO


A Serra do Espinhaço é uma cadeia montanhosa localizada no planalto Atlântico, estendendo-se pelos estados de Minas Gerais e Bahia. Seus terrenos são do Proterozoico e contêm jazidas de ferro, manganês, bauxita e ouro. Foi ao longo da serra do Espinhaço que a mineração, no período colonial se deu, principalmente. E foi na Serra do Espinhaço, em conseqüência, que os núcleos urbanos mais importantes se formaram (Ouro Preto, Sabará, Serro e São João Del Rei, por exemplo, dentre outros). O ponto mais alto da serra é o Pico do Sol com 2.072 metros, localizado no Parque Natural do Caraça no município de Catas Altas, estado de Minas Gerais, parque que ainda abriga o Pico do Inficionado com 2.068 metros, o Pico da Carapuça com 1.955 metros, e o Pico da Canjerana com 1.890 metros. Além desses, a serra ainda abriga outros picos famosos como o Pico do Itambé com 2.054 metros e o Pico do Itacolomi com 1.772 metros, também em Minas Gerais. Seu nome fora dado pelo geólogo alemão Wilhelm Ludwig von Eschwege no século XIX. É responsável pela divisão entre as redes de drenagem do rio São Francisco e as redes de drenagem dos rios que correm diretamente para o oceano Atlântico. É considerada reserva mundial da biosfera, por ser uma das regiões mais ricas do planeta, graças sua grande diversidade biológica. A serra do Espinhaço pode ser considerada a única cordilheira do Brasil, pois é singular em sua forma e formação. Há mais de um bilhão de anos em constante movimento, é uma cadeia de montanhas bastante longa e estreita, entrecortada por picos e vales. Tem cerca de 1000 km de extensão, no sentido latitudinal do Quadrilátero Ferrífero, ao Norte de Minas e, depois de uma breve interrupção, alcança a porção sul da Bahia. Todo esse percurso apresenta uma diferença mínima de longitude, ou seja, sua largura varia apenas entre 50 e 100 km. A serra do Espinhaço foi considerada pela ONU em 27 de junho de 2005 a sétima reserva da biosfera brasileira, devido a sua grande diversidade de recursos naturais, mostrando-nos a importância de protegê-la. Mais da metade das espécies de animais e plantas ameaçados de extinção em Minas Gerais estão nas cadeias do Espinhaço. Especialmente na serra do Cipó, onde se encontra o maior número de espécies endêmicas da flora brasileira. As raízes africanas, européias e indígenas se misturam no Espinhaço, deixando marcas nos costumes e manifestações culturais das comunidades locais. A beleza e a cultura da região oferecem condições para o desenvolvimento do ecoturismo.

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TRAVESSIAS, EXPEDIÇÕES E VIVÊNCIAS NO ESPINHAÇO

Através das travessias, expedições e vivências no Espinhaço conhecemos a fundo principalmente a história de Minas Gerais. O grande marco de ocupação da porção centro-sul de Minas Gerais foi, sem dúvida, a descoberta de ouro em vários dos aluviões de seus rios, especialmente daqueles rios que fluíam das porções elevadas do alinhamento quartzítico do Espinhaço Meridional, com relação ao qual algumas serras do Quadrilátero Ferrífero não eram, senão, disjunções ricas em ouro em meio às jazidas de minério de ferro do supergrupo Minas. O ouro, descoberto em 1693, chamou, evidentemente, as atenções da coroa portuguesa.

O primeiro registro da descoberta de diamante, perto de Diamantina, é de 1714, época em que a região da Vila do Príncipe crescia exclusivamente pela mineração de ouro. Isso ajuda a explicar a existência, já em 1731, de pelo menos três grandes caminhos que partiam da região do pico do Itacolomi (Ouro Preto) em direção ao Espinhaço Meridional. O primeiro (“Caminhos dos Curraes”) seguindo pela margem esquerda do rio das Velhas; o segundo (“Caminho de Dentro pelas Macaubas”) passando pela margem direita, seguindo da região de Santa Luzia até a altura do Riacho Fundo, de onde então galgava o “Serro do Frio” e ia em direção a Gouveia, já nas proximidades do Tejuco; e o terceiro, que veio a se constituir no “caminho para o Distrito Diamantino”, partia de Villa Rica (Ouro Preto) e, via Santa Bárbara e Cocais, atingia a ponta meridional do Espinhaço e seguia margeando-o na sua vertente leste por “Matto Dentro” (Itambé do Mato Dentro), “Morro de Antônio Soares” (Morro do Pilar), “N. Sra. da Conceição” (Conceição do Mato Dentro) e Vila do Príncipe (Serro).

Todo esse movimento trouxe a criação de um sem número de cidades, vilarejos e povoados e que hoje são testamunhas vivas de nossa história. Os costumes continuam passando de geração em geração e a melhor forma de vivênciá-los sem dúvida nenhuma é passar por esses lugares, conversar com os nativos e experimentar muito do que era viver como há centenas de anos atrás. Muitos povoados ainda preservam um pouco dessa vida, em alguns nem a energia elétrica chegou por exemplo. Oferecemos em alguns dos nossos roteiros essa vivência única da qual temos como objetivo não deixar essas histórias e costumes morreram e ainda girar a economia para essas regiões apoiando a pratica do turismo de base comunitária. Este tipo de ação visa fortalecer comunidades que antes viviam do garimpo e que hoje vêem o turismo como forma de renda, têm a finalidade também de a partir de travessias eco-culturais, interpretar o patrimônio visitado (natural e cultural), instigando mudanças nos âmbitos cognitivos, afetivos e comportamentais dos participantes e das comunidades.

Acesse AQUI nossos Roteiros e escolha dentre vários do nosso site aquele que te apresentará o Espinhaço de forma única e inesquecível

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